Ilustração de Felipe Alves Elías.
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Paleontologia
Adriana Rossi
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OS FÓSSEIS

Os fósseis são os remanescentes ou as evidências de animais ou plantas preservados naturalmente. Vão desde ossadas de enormes dinossauros até minúsculas plantas ou animais que só podem ser vistos no microscópio. Alguns nos fornecem dados importantes sobre o passado do planeta, outros chamam a atenção apenas por sua beleza e a curiosidade que despertam na imaginação do homem.

Durante a Idade Média foram considerados ludus naturae, ou seja, brincadeiras que a natureza havia preparado para o homem. Fósseis são coletados e conhecidos desde o século XII, quando iniciou-se a especulação sobre a sua origem. No "The Natural History of Oxfordshire", publicado em 1677, os fósseis eram considerados o produto de alguma virtude plástica extraordinária a latente na Terra, nos locais em que eram encontrados.

Estas curiosas rochas que lembravam folhas, ossos, conchas marinhas, teriam se formado por uma força do interior do planeta, ou eram restos de organismos animais e vegetais que um dia haviam existido? E se um dia viveram, como estas conchas marinhas chegaram aonde são encontradas, muito longe do mar ou no topo das montanhas? Só no início do século XIX estas questões foram resolvidas e a mística que envolvia os fósseis foi substituída pelo conhecimento científico.

Anuário

..: Para saber mais! O trabalho "Fósseis - Mitos e Folclore" (formato pdf, tamanho 71,1Kb), de autoria do Prof. Dr. Antônio Carlos Sequeira Fernandes, publicado no Anuário do Instituto de Geociências da UFRJ, vol. 28-1/2005, nos mostra como os fósseis sempre foram importantes para os seres humanos, desempenhando um papel muito interessante no misticismo e no folclore de muitas culturas através dos tempos.

Hoje, após a afirmação da Paleontologia como ciência, os fósseis são mais estudados e compreendidos pelos pesquisadores. Sabe-se que todos os organismos apresentam entre suas características, elementos que refletem adaptações ao ambiente em que vivem. O mesmo ocorre com os fósseis e, o seu achado nas rochas, permite ao paleontólogo ter uma "breve visão remota" do ambiente em que viveram e quais as modificações por que passou esse ambiente. Os fósseis são portanto, via de regra, excelentes indicadores cronológicos, ambientais e faciológicos.

Há certos requisitos para que um organismo constitua-se em um fóssil:

  • Deve dar uma idéia da natureza (tamanho, forma, estrutura), de parte ou de todo organismo.

  • Deve ter idade.

  • Deve ter se preservado em materiais da crosta por agentes e processos naturais, conforme a tafonomia nos explica. Lembrando: Tafonomia é o estudo sistemático da evolução de fósseis, desde a morte dos indivíduos até a sua final incorporação e transformações dentro da rocha que os contém.
    O arquivo abaixo, pertencente ao site http://fossil.uc.pt e nos mostra, de maneira simplificada, como isso acontece com organismos de partes duras. Para mais informações sobre o tema "Fósseis e Paleontologia", consultem o site acima.
    (Obrigada pela bela e instrutiva colaboração, equipe de Portugal!)

Como se formam os fósseis.


Tipos de Fósseis

De acordo com a natureza do organismo, o lugar em que vivia e os processos de fossilização pelos quais passou, existem três tipos de fósseis:

  1. Fósseis Inalterados: Quando não houveram modificações na natureza química e mineralógica dos constituintes da matéria orgânica.
  2. No registro paleontológico, fósseis inalterados são encontrados preferencialmente em determinados ambientes que permitiram um isolamento muito rápido do organismo. Exemplos:

    a) No gelo, encontram-se enormes mamutes, que conservaram olhos, peles e músculos.
    (Nome: Mamute; Localidade: Black Hill Camp;
    Fonte: http://www.blackhill.com/page9/p9r1i1.html).

    Mamute

    b) No âmbar (resina vegetal fóssil), encontram-se insetos, vegetais, etc..., preservados sem alterações.
    (Nome: insetos em âmbar, Ordens Diptera, Homoptera, Hymenoptera; Idade: Plioceno ao Pleistoceno; Localidade: Andean Uplift Region, Andes Mountains, Colombia;
    Fonte: http://www.fossilmuseum.net/)

    Âmbar

    c) No betume (derivado do petróleo formado em bacias, pela vaporização das substâncias voláteis), encontram-se uma grande quantidade de ossos de vertebrados (EUA) e até de partes moles dos organismos (Alemanha).
    (Fósseis encontrados em LaBrea - Tar Pits (EUA)
    Fonte: http://www.uwrf.edu/~W1025600/g2k3/html/LaBrea-dig.html)

    Betume

    d) Nas cavernas (o ambiente seco e frio não permite a existência de bactérias), preservaram-se grandes quantidades de vertebrados, inclusive no Brasil. Recentemente, o grupo do projeto "Encontro de Gigantes na Pré-História do Brasil Central" (EGBC), coordenado por Leandro Salles, do Museu Nacional descobriu fósseis de mastodontes (gigantescos "primos" dos elefantes), no fundo da Caverna da Nascente do Rio Formoso, na Serra da Bodoquena, Mato Grosso do Sul.
    (Caverna brasileira
    Fonte: http://www.pdic.com.br/pdic2005/)

    Cavernas

    e) As turfeiras (ambientes redutores - portanto não apresentam bactérias), permitem encontrar ótimas preservações, até de estruturas celulares.
    (Fóssil de um tronco de árvore, preservado por uma turfeira; Mayo blanket bog (Photo: P.Foss)
    Fonte: http://www.ipcc.ie/infobogwood.html)

    Wood

    f) O calcáreo (sedimento químico) é excelente para fossilizações. Nos famosos calcários de Solnhofen (Alemanha) (imagem apresentada no topo da página), podem ser encontrados impressões de medusas, insetos e a primeira ave. No Brasil, concreções calcárias da Serra do Araripe, preservam peixes inteiros em grandes quantidades, além de insetos e outros grupos de animais.
    (Fonte: http://www.geocities.com/cariri_ce/).

    Cariri

    Também são considerados casos de fossilização inalterada, aquelas partes duras dos organismos que, por sua natureza química resistem aos processos de fossilização, como os compostos por calcita e sílica.

    Duas situações são consideradas como sendo de preservação inalterada (Mendes, 1977):

    • Permineralização: ocorre quando os espaços vazios naturais das conchas, ossos e outras estruturas porosas ou os espaços vazios deixados pelo desaparecimento das partes moles, são preenchidos pelas substâncias químicas de águas de infiltração. A composição química do organismo original não é afetada.

    • Incrustação: ocorre quando o organismo, sem sofrer alterações em seus constituintes originais, é envolvido por uma camada (espessura variável) de outros minerais.

  3. Fósseis Alterados: Se a matéria orgânica que compõe o resto for parcial ou totalmente dissolvida, cedendo seu lugar aos minerais constituintes dos elementos onde foi sepultado, teremos o caso de fossilização alterada. Esta modificação na estrutura dos organismos ocorre durante a diagênese, podendo ser de dois tipos:

  4. 2.1.

    Substituição ou petrificação: caracteriza-se pela perda da composição química original que é acompanhada da simultânea deposição de alguma outra substância mineral no espaço vazio. A microestrutura pode ser conservada ou não.

    Tipos de processos de substituição (de acordo com as substâncias químicas envolvidas):

    1. Carbonatização ou calcificação: o agente fossilizador é CACO3. Na forma de calcita ele é o mineral de maior difusão e mobilidade nas rochas sedimentares.

    2.  
    3. Silicificação: a sílica (sob determinadas condições geoquímicas do meio), dá lugar a soluções coloidais que agem na fossilização. Um tronco de árvore pode ser permineralizado por sílica, ou seja, os espaços vazios (antes ocupados pela parte viva da célula - citoplasma e núcleo) são preenchidos por ela. Sua forma mais estável é a calcedônia.
       
    4. Piritização: em meios carentes de oxigênio, pelo desprendimento do ácido sulfídrico, o sulfeto de ferro tem condições de se formar ou como pirita ou como marcasita, atuando como fossilizador.

    2.2.

    Carbonização ou destilação: ocorre dentro da água. É o processo mais comum de fossilização para restos vegetais, artrópodes de água doce e graptolitos. Os elementos voláteis da matéria orgânica (O, N e H), escapam e volatizam-se durante os processos da digânese, promovendo no resto orgânico um progressivo enriquecimento em carbono e a formação de uma película carbonosa delgada.

 
Voltar à página anterior O banner acima foi gentilmente cedido pelo autor Felipe Alves Elías.
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